Winner Jiu Jitsu

Origem

O Jiu-jitsu e sua milenar arte de autodefesa, remete à Índia, onde os monges, saturados das constantes invasões, com saques e mortes promovidas pelos bárbaros, estudaram uma técnica de autodefesa que permitisse rechaçar os ataques, sem que tivessem que “trabalhar o físico”, o que contrariava sua filosofia de vida. Aquela técnica tinha como fundamento a capacitação de cada monge no condicionamento  das defesas utilizando-se do princípio da alavanca contra a força (sempre maior) dos seus oponentes. Nascia a “arte suave” que durante séculos preservou a integridade daqueles “homens santos”, sem que tivessem que abdicar da cultura mental para que tivessem que se dedicar a cultura corporal.

 

O poder da “arte suave” transpôs os limites dos monastérios e passou, pouco a pouco, ao conhecimento de outras culturas, e que por sua capacidade de domínio dos mais fracos sobre os mais fortes, ganhou lugar entre os guerreiros chineses, (a essa altura já havia ultrapassado as fronteiras da Índia penetrando na China). Dali para o Japão foi rápido como pólvora, passando a fazer parte da cultura de guerra dos Samurais.

 

O Jiu-jitsu passa a ser uma poderosa arma de morte nas mãos habilidosas dos Samurais. Códigos de honra são estabelecidos e aquele que perde deve morrer.

 

Através dos séculos, o Jiu-jitsu se impõe como arte da guerra, dividindo seus praticantes em adeptos dos seus diversos segmentos, como o Karatê, o Aiki-do, o Ken-do, etc.

 

No fim do século passado, o Japão feudal desmantela-se e os Samurais ficam desempregados passando a buscar no ensino do Jiu-jitsu a qualquer mortal o novo meio de vida. Mas ainda prevalecia o código de honra e “aquele que perde deve morrer”, transformando as competições em batalhas de vida ou morte. É nesse momento que nasce o Judô como competição esportiva, com vencedores e perdedores, permanecendo todos vivos. O Mestre Kano, grande técnico e professor de Jiu-jitsu, cria técnicas específicas para lutas de competição e o Jiu-jitsu, por ordem do Imperador, fica restrito a poucas escolas, proibidas de “exportar” suas técnicas.

 

No início do século passado, o Conde Maeda Koma vem ao Brasil numa missão oficial e fica residindo em Belém do Pará. Mestre de Jiu-jitsu o Conde Koma, reconhecido às gentilezas de Carlos Gracie, o patriarca da família Gracie, transmiti-lhe os ensinamentos da “arte proibida”.

 

Nasce, então, o Jiu-jitsu brasileiro, o melhor mais completo e eficiente método de defesa pessoal praticado em todo mundo, tendo no Grande-Mestre Hélio Gracie a liderança de um bravo e competente Samurai. Dos seus ensinamentos afloram grandes lutadores e professores da mais alta estirpe. O Grande-Mestre Hélio Gracie faz ressurgir a origem da “arte suave”, pois na sua juventude de uma frágil estrutura física, Hélio encontra no jiu-jitsu a alavnca para transformar-se no maior expoente do esporte no Brasil, com repercussão Internacional.

 

Durante mais de meio século, o Jiu-jitsu brasileiro faz um trabalho de base na formação de técnicos e professores, capazes de multiplicar seus fundamentos e a sua arte, chegando aos dias de hoje com milhares de praticantes em todo o Brasil e no exterior. Academias desenvolvem crianças, jovens e adultos, homens e mulheres, no aprendizado da Defesa Pessoal e da luta de competição.

 

Provavelmente, o Conde Koma não previu que no seu gesto de gratidão à família Gracie, transformaria o Brasil no maior celeiro mundial de Jiu-jitsu, e que, se praticaria o mais completo e imbatível Jiu-jitsu do mundo.